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quinta-feira, 6 de março de 2014

JULGAMENTO DO "CASO ZÉ MARIA DO TOMÉ"




Caros/as amigos/as,

Como divulguei anteriormente, na última quarta, 26, ocorreu a audiência do processo que apura o assassinato de Zé Maria. A audiência tinha o objetivo de ouvir as testemunhas da defesa (todas da acusação, nós, já foram ouvidas). Testemunhas de Aldair (gerente da empresa Frutacor), Wellington e Marcos. De João Teixeira serão ouvidas depois (apenas por questão de organização).

Foram ouvidas mais de 15 pessoas. Foi um trabalho muito produtivo. A todo momento estavam presentes os réus, exceto Marcos que pediu para sair da sala por problemas de saúde.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

UM PEDREIRO, UM HOMEM DO POVO, UMA PESSOA COMO NÓS



https://www.facebook.com/pstu16


Determinadas atividades tornam seus protagonistas invisíveis à sociedade. Seu status é reduzido, embora sua importância seja fundamental. Assim ocorre, por exemplo, com pedreiros. Tanto é que não ouvimos as mães suspirando e dizendo “Ah, se a minha filha casasse com um pedreiro!”, não é mesmo? Ser pedreiro, apesar das melhorias no setor, não representa o ideal de quase ninguém. E quando a maioria de nós pára diante de uma cidade e olha cada prédio, grande ou pequeno, cada praça, cada avenida, cada rua, enfim, aquilo que se forjou concreto e arte pelas mãos de tantos homens e tantas mulheres, não sabe (ou não tem o costume) de associar o resultado ao trabalho e ao nome, à identidade de pessoas do povo, pessoas que se esforçam para que tudo aquilo exista. O “milagre” é visível e caro, mas o “santo” inexiste socialmente, visto a invisibilidade a que nos referimos no início deste post.

E é pensando nesta e em todas as respeitáveis e necessárias categorias de trabalhadores que se matam pra construir o que os ricos lhes tomam através dos mecanismos de que dispõem que também perguntamos: Onde está o Amarildo?
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domingo, 28 de julho de 2013

A ACEITAÇÃO PASSIVA DA VIOLÊNCIA QUE NOS DESTRÓI





Há uma banalização da violência de tal forma que muitos dentre nós já se apegam somente às estatísticas como forma de interpretação dos fatos, quando estas expressam apenas um dado matemático que carece, para gerar sabedoria, ser interpretado à luz dos nossos sentimentos, da nossa responsabilidade como cidadãos e da responsabilidade do poder público. Se em nossos municípios o número de homicídios aumentou consideravelmente, faz-se necessária uma compreensão do que está acontecendo, esforço esse que deve ser de todos, e no sentido de desvelar as verdades que estão ocultas por trás de tão nefastos acontecimentos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A VIOLÊNCIA COMO UM ATRIBUTO DA MASCULINIDADE - LEITURAS


Editora Alameda


A violência com que o nosso modelo de civilização ataca o meio ambiente e a vida de nós todos nos leva à reflexão sobre a sua natureza, onde descobrimos seu inevitável componente de gênero, no caso o masculino como dominante. Mas a maioria de nós, quando olha as situações, não vai muito além dos raciocínios mais básicos, das fórmulas já prontas e estabelecidas, deixando, assim, de perceber outras origens e outras identidades da violência geral da qual é vítima. Como transformar significa, antes, compreender para significar e depois agir, resta-nos sempre cumprir o estudo e a observação, a análise e a discussão. E se podemos colher melhores frutos a partir de leituras feitas por cabeças que mergulham fundo nos mais diversos temas, que assim procedamos. Indicamos então um ótimo texto de Henrique Carneiro sobre a violência como um atributo (historicamente construído) da masculinidade, tema por demais atual: Violência nas guerras, nos duelos e no esporte: o vício do homem.
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